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Clima e Mobilizações 2019

Por Heloisa Reis

O mundo se mobilizava em 1992, repetia a mobilização em 2012 e novamente em 2015 em Paris…e…e…o que acontece hoje? Apesar das tragédias de grandes incêncios, do aumento das temperaturas atípicas, das elevação dos oceanos e dos protestos em todo o mundo, onde estão as ações governamentais?

Dos documentos importantes que saíram daqueles eventos mundiais e, até hoje, estamos, estarrecidos, observando imensos retrocessos. E não há como escapar dos adjetivos!

Eu, que estive no Forum, em 1992 no aterro do Flamengo em paralelo à Conferência Mundial para o Meio Ambiente –Eco 92 – que tratava de assuntos importantíssimos para a preservação da vida no planeta – anunciando os alertas de cientistas sobre aquecimento global, emissões
exageradas de carbono na atmosfera, uso excessivo do carro e do transporte movido a petróleo, não posso aceitar o fato de que a humanidade e seus governos perderam a capacidade de entender – ou de se importar – com as novas gerações.

Daquele evento em 92, saíram documentos importantes, acordos entre nações que não tinham unanimidade mas grande maioria. Giravam em torno da premência de mudanças de atitudes em busca da preservação da vida, da erradicação da pobreza, dos direitos humanos. No entanto, em 27 anos fomos acompanhando incrédulos a um crescendo de subterfúgios
manipuladores de valores apenas usados em discursos mas, na verdade, usados apenas para acessar o poder.

Estamos num barco sem rumo?

Brumas em roda. HReis

Temos visto medidas unilaterais que não relacionam homem e meio ambiente, trabalhando em favor de uma concentração de poder para propiciar medidas de favorecimento a poucos segmentos poderosos que silenciosamente auferem seus lucros sobre uma maioria impotente e reprimida.

Na Rio+20 viu-se a distorção desde o título : Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, tendo sido suprimida qualquer referência ao meio ambiente.

No decorrer do evento viu-se – por trás dos discursos – a redução do campo das políticas públicas e a garantia do avanço da manipulação dos mercados – hoje globais.

Retroagimos 27 anos? Pelo menos confirmamos esse retrocesso em muitos dos parágrafos do nosso Código Florestal Brasileiro, sem dúvida!

Há vinte e sete anos, eu presenciei outra coisa. A preocupação com os direitos humanos era a base da discussão e esta girava em torno do meio ambiente levando em conta o homem e a paz.

Contudo, neste cenário atual, sinto que não é hora de desanimar. Na falha flagrante dos sistemas de governo cabe a nós, cidadãos e seres viventes deste planeta, buscar as soluçõespolíticas, porque – entre tragédias, corrupções e guerras – nunca foi tão necessário erguer a voz e acompanhar os que participam ativamente do sistema governamental.

Nós somos a maioria e nossa tarefa é assumir posições e, referencialmente, começar por encontrar a nossa forma agindo localmente.

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